Há 11 horas
Mostrar mensagens com a etiqueta Democracia Cristã. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Democracia Cristã. Mostrar todas as mensagens
18.2.09
Limites Telegénicos da Direita: a Maldade
Autor:
Tomás Belchior
Num país onde há uma estranha equivalência entre políticas sociais e políticas públicas, tudo o que implique devolver às pessoas a responsabilidade pelas suas vidas e, em certa medida, pelas vidas dos que as rodeiam, é sempre visto como uma crueldade. É confortável renunciar às nossas obrigações a favor de uma entidade abstracta mas omnipresente. O problema é que a liberdade implica responsabilidade e, parafraseando o George Bernard Shaw, é precisamente por isso que ela é temida. A agenda da direita, com a sua defesa da subsidiaridade, esbarra inevitavelmente num país onde abdicamos da nossa liberdade individual por facilitismo.
13.11.08
Da solidão IV
Autor:
Tomás Belchior
A grande vantagem da exiguidade do CDS é a de que só pode ser povoado por pessoas que não precisam verdadeiramente do partido para nada. Para além de uma acanhada minoria com cargos remunerados, o resto do partido é composto por um grupo impassível com tempo para sacrificar. No entanto, não podendo o partido reclamar titularidade sobre esse tempo, é natural que o CDS tenha tendência a esfarelar-se sem um objectivo agregador, sem um sucedâneo do poder.
A cruzada para descobrir um alvo comum a eleitores, militantes de base e "notáveis" já levou o CDS a todo o tipo de paragens, umas mais recomendáveis que outras, com uma reclamação recorrente cada vez que os resultados ficavam aquém dos objectivos: a do regresso aos valores. O partido, ou pelo menos o partido profundo e conservador, quer ideais, mais particularmente ideais morais.
O problema deste eterno retorno a um certo moralismo é que não chega para conquistar votos para além dos da base tradicionalista do CDS. Isso significa que o partido precisa de uma agenda, uma agenda que só pode nascer do liberalismo e do ideal social da democracia cristã. Porquê? Porque a tradição conservadora é, ou devia ser, sobretudo reactiva, despertando apenas para fazer face a ameaças às instituições e não para propor transformações sociais. Ou seja, porque o conservadorismo não é um programa político, é um método.
A cruzada para descobrir um alvo comum a eleitores, militantes de base e "notáveis" já levou o CDS a todo o tipo de paragens, umas mais recomendáveis que outras, com uma reclamação recorrente cada vez que os resultados ficavam aquém dos objectivos: a do regresso aos valores. O partido, ou pelo menos o partido profundo e conservador, quer ideais, mais particularmente ideais morais.
O problema deste eterno retorno a um certo moralismo é que não chega para conquistar votos para além dos da base tradicionalista do CDS. Isso significa que o partido precisa de uma agenda, uma agenda que só pode nascer do liberalismo e do ideal social da democracia cristã. Porquê? Porque a tradição conservadora é, ou devia ser, sobretudo reactiva, despertando apenas para fazer face a ameaças às instituições e não para propor transformações sociais. Ou seja, porque o conservadorismo não é um programa político, é um método.