Mostrar mensagens com a etiqueta psd. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta psd. Mostrar todas as mensagens

30.11.09

A Fenomenologia do Scrabble

No Velho Continente gostamos de pensar que os políticos se querem densos. O elitismo corre-nos no sangue. Nos Estados Unidos vivem bem com políticos que não são intelectuais. Para terem relevância, às vezes basta que se assemelhem a comida caseira: pouco sofisticados mas saborosos.

(imagem daqui)

Há uns tempos o Pedro Passos Coelho foi crucificado porque, para ganhar substância, disse que lia livros não-existentes do Sartre. Do outro lado do Atlântico, a candidata da vacuidade não quer saber do Sartre para nada mas isso não a impede de fazer jogadas "passoscoelhistas". Para afirmar a sua vulgaridade, veio agora vender-se como jogadora de Scrabble. Como seria de esperar, a coisa descarrilou. Já descobriram que a senhora ou é mentirosa ou, na melhor das hipóteses, é apenas burra.

Aparentemente o vazio é uma doença crónica.   

25.11.09

Cortes

Parece que a necessidade começa a produzir algum bom senso. Aos poucos a redução da despesa pública afigura-se como a única solução sustentável para combater o défice. O problema é que a decisão de diminuir a despesa implica liderança política e esta, já se viu, não abunda para os lados de S. Bento. Como diz o Pedro Guerreiro, também os deputados parecem estar mais focados em tirar o PS do governo do que em tirar o país deste buraco.

Não havendo liderança, o que esperar do governo? É simples: aumentos de impostos ou cortes nos benefícios. É a via da cobardia.

29.10.09

Passos Coelho, o Jovem Sindicalista (II)

Ainda sobre este tema, vale a pena ler o Tiago Moreira Ramalho. As entrevistas são realmente tramadas. Vamos ver o que nos reserva a de hoje.

Passos Coelho, o Jovem Sindicalista


Ontem, um Pedro Passos Coelho mais incisivo e menos laboratorial foi à SIC-Notícias expôr a sua visão do país. Quando lhe perguntaram se aumentaria os salários do funcionários públicos este ano, respondeu o seguinte:

"É muito difícil não aumentar porque os funcionários públicos estiveram durante praticamente cinco anos sem aumentos, a perder poder real de compra. Portanto nós não podemos encarar todo um grupo social muito grande, e em Portugal esse grupo é de facto muito extenso, e não podemos dizer a todas essas pessoas que eles pagarão sistematicamente agora a factura da despesa do Estado."

Esta singela declaração, fazendo eco do mais ofensivo sindicalismo, mostra os verdadeiros limites da hipotética renovação de um PSD liderado por este senhor. Face "a um grupo social muito grande", o Pedro Passos Coelho, corajosamente, não desperdiçaria a oportunidade de comprar os seus votos. O "grupo social muito grande" também conhecido por "os restantes portugueses", que paguem a factura.

21.10.09

Grandes Frases

Um debate intelectual no PSD é tão provável como - sei lá - a frase "quero fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas" aparecer num romance do Henry James.

15.10.09

Equilibrismo (II)

À esquerda, o cenário é de contenção forçada. O BE, depois de, nas autárquicas, ter visto o seu próprio sonho imperialista confrontado com a dura realidade, já olha com outros olhos para o sapo que engoliu nas eleições legislativas. Nada como sermos relembrados da mísera extensão do nosso poder para nos ser devolvida, mesmo que temporariamente, a humildade. O PCP parece ter finalmente entrado num processo de erosão, uma erosão sofrida, silenciosa, mas que se espera implacável.

O PSD, sendo o partido que tem menos a perder, será naturalmente o mais tentado a encurtar a estadia do Eng.º em S. Bento. Daí já andar a recorrer a artifícios e a declarações de independência para tentar disfarçar a sua relativa irrelevância nos próximos tempos. No seguimento da dúvida metodológica que a líder do PSD apresentou como programa ao país, avizinham-se dias de alguma indignidade.

O CDS tem a difícil tarefa de aguentar enquanto puder os seus 21 deputados para os usar como base para outras andanças. Isto implica suportar esta legislatura enquanto não solidificar o seu resultado e simultaneamente não trair o seu eleitorado. É nestas altura que dá jeito ter tido o decoro de produzir um documento com mais de duzentas páginas a dizer ao que se vem, antes das eleições. Facilita, por um lado, as negociações, por outro, a prestação de contas ao eleitorado.
 

[Topo]